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Gálatas: a unidade do evangelho

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

Referencia: Gálatas: 2: 1-10.

 

INTRODUÇÃO: Deveríamos ler essa passagem com grande temor e gratidão. Ela nos leva a uma reunião em Jerusalém que talvez pareça distante das preocupações dos cristãos do século 21.

 

Mas, na verdade, o que estava em jogo não podia ser mais precioso — foi uma reunião com consequências enormes para todos nós, mesmo hoje. E, como veremos, Deus nos protegeu a todos — inclusive você e eu naquele dia.

 

I. QUANDO A UNIDADE DA IGREJA É AMEAÇADA.

 

1. O temor de Paulo: por que ele foi.

Ainda escrevendo em tom autobiográfico, Paulo nos transporta para "depois de catorze anos", em relação a sua primeira visita a Jerusalém, quando subiu "outra vez", acompanhado de dois integrantes de confiança da sua equipe missionária, Barnabé e Tito (v. 1).

 

Por que ele resolveu ir até lá? "Por causa de uma revelação" de Deus é a razão externa, e o medo, a interna (v. 2). Isso deveria fazer com que parássemos um instante. O Paulo que conhecemos em Atos e por suas cartas não é homem propenso a sentir medo!

 

Ele havia sido um ousado perseguidor da igreja; depois, tornou-se um pregador do evangelho ainda mais ousado. Então, por que um homem como Paulo sentia medo agora?

 

À primeira vista, podemos acreditar equivocadamente que Paulo estava preocupado com a possibilidade de ter errado em sua mensagem ou métodos.

 

Por isso, voltou a Jerusalém para se encontrar com os outros apóstolos "em particular", a fim de expor "a eles [os líderes] o evangelho que prego entre os gentios" (v. 2) e obter confirmação de que estava agindo certo. Mas isso é impossível por diversas razões.

 

Primeiro, Paulo foi a Jerusalém "por causa de uma revelação" de Deus (v. 2). Isso nos lembra que ele era um apóstolo com acesso direto a Deus. Recebera seu evangelho dos lábios do Cristo visível, ressurreto (1.12). Não faz o menor sentido alguém ter revelações de Deus e depois ir obter autorização de seja lá quem for!

 

Segundo, caso se sentisse inseguro, por que esperar 14 anos antes de retornar a Jerusalém? E terceiro, Paulo disse em 1.8 que os gálatas deveriam rejeitar a ele próprio ("nós mesmos") se chegasse e dissesse que mudara de ideia acerca do evangelho!

 

Nada ameaçava sua certeza, mas alguma coisa estava ameaçando sua capacidade de dar frutos.A nossa convicção do evangelho que pregamos nunca deve ser ameaçada, mas a nossa capacidade de dar frutos pode ser constantemente ser ameaçada, por aqueles que se opõe a pregação ou não a compreendem.

 

Se os outros apóstolos não confirmassem sua mensagem e não renunciassem aos falsos mestres, seria muito difícil para ele manter seus convertidos.

 

Falsos mestres andavam dizendo a esses jovens cristãos que Paulo pregava um evangelho inadequado e não tão completo quanto o evangelho apostólico original pregado pelos líderes de Jerusalém. Insistiam em que Paulo ensinava um "credo fácil", sua própria mensagem excêntrica.

 

Paulo sabia que sua mensagem fora revelada por Deus, portanto era verdadeira. Mas ele não seria capaz de manter suas igrejas debaixo do ensino sadio do evangelho, se não conseguisse refutar essas mentiras.

 

Por isso temia o perigo de ter "corrido inutilmente" (v. 2). Receava que seu ministério fosse abafado e relativamente infrutífero.

 

De igual modo, a viagem de Paulo não fora motivada por medo de que os apóstolos de Jerusalém não tivessem o evangelho verdadeiro. O que ele temia, isto sim, é que os apóstolos de Jerusalém pudessem não ser fiéis a esse evangelho.

 

Talvez não fizessem frente aos falsos mestres, mas, em vez disso, permitissem que os próprios preconceitos culturais os iludissem a ponto de deixar que esses mestres continuassem a fazer suas afirmações prejudiciais á igreja.

 

2. O que estava em jogo: a verdadeira unidade da igreja

De um lado dessa disputa, temos Paulo a afirmar: O evangelho da fé em Cristo é para gente de todas as culturas. Do outro lado, temos seus opositores dizendo: Nem todo o povo judeu é cristão, mas todos os cristãos devem se tornar judeus, devem viver como se fossem judeu.

 

Se os apóstolos de Jerusalém tivessem tomado o partido dos que se opunham a  Paulo, ou mesmo se os tolerassem, teriam dividido a igreja em duas, uma judia e o outra gentílica.

 

Nenhum dos lados teria aceitado o outro plenamente, e ambos questionariam se os membros do outro grupo eram mesmo salvos!

 

As igrejas gentias de Paulo duvidariam de que as igrejas judaicas tivessem mesmo fé em Cristo, e as igrejas judaicas também duvidariam da salvação dos gentios.

 

A igreja e os apóstolos de Jerusalém já haviam aprovado a conversão dos gentios. Mas será que aceitariam o compromisso com o Messias sem a inclusão no judaísmo?

 

Será que a visão deles seria ampla o suficiente para enxergar o evangelho de Cristo não como um movimento reformista dentro do judaísmo, mas como boas-novas para o mundo inteiro, e a igreja de Cristo [...] como a família internacional de Deus?'

 

Os outros apóstolos haviam permanecido em Jerusalém e não tinham pensado nas implicações do evangelho para os gentios que estavam se convertendo do paganismo. Simplesmente, não tinham se defrontado com a maioria dessas questões na prática.

 

Seria muito fácil para eles deixar de perceber as implicações do evangelho, quando se tratava de viver como um cristão gentio. Teria sido natural para eles dizer: "Claro que todos os cristãos devem comer comida KOSHER!", (comida que obedecem a lei judaica); ou coisa parecida.

 

Mas os desdobramentos desse "pequeno" erro teriam sido enormes. Existiriam dois partidos opostos dentro do cristianismo, hostis um ao outro na questão fundamental da necessidade de acrescentar comportamentos externos à crença interna em Cristo a fim de sermos salvos.

 

Por isso Paulo disse que "a liberdade que temos em Cristo Jesus" (v. 4) se encontrava sobameaça e que, portanto, "a verdade do evangelho" estava em jogo (v. 5).

 

Essa reunião podia ter acabado por dividir a igreja, ainda em estágio tão inicial de sua vida, fazendo emergir duas religiões diferentes. Não admira que Paulo sentisse medo. O que estava em jogo não podia ser mais valioso.

 

3. O veredicto: somos bem-vindos

Foi crucial que Paulo estivesse "levando Tito também" (v. 1). Ele era grego (v. 3) — um cristão incircunciso de corpo e alma. Os "falsos irmãos" (v. 4) de Paulo que "haviam se intrometido" na igreja teriam insistido em que, a fim de ser salvo, Tito precisava confiar em Cristo e viver de acordo com os rituais judaicos, como a circuncisão e a guarda do sábado e das festas.

 

Assim, em Tito, Paulo confrontou os outros apóstolos com um estudo de caso concreto. A reunião de Jerusalém não podia ser uma discussão abstrata. Exigiriam que Tito fosse circuncidado ou não?

 

"Mas nem mesmo Tito, que estava comigo, foi forçado a se circuncidar, embora fosse grego" (v. 3). Pela graça de Deus, os apóstolos de Jerusalém se mostraram à altura dos acontecimentos e passaram da teoria à prática.

 

Não insistiram na circuncisão de Tito antes de terem comunhão com ele. "Deus não considera a aparência humana" (v. 6). A aparência exterior tem a ver com nossos atos; a interior, com nosso ser; e o cristianismo tem a ver com quem sou em Cristo, não com o que faço por ele.

 

Paulo diz que "nada me acrescentaram" (v. 6), ou seja, à sua mensagem. Os apóstolos de Jerusalém concordaram que só a fé em Cristo, e não outra proeza ou ritual qualquer, é necessária para a salvação. A aceitação de Tito por parte deles foi prova de que tinham aceitado o ministério de Paulo e essas implicações radicais do evangelho.

 

Tais implicações são fundamentais para nossa compreensão do que é a fé cristã. As inúmeras regras para "purificação" das leis de Moisés foram projetadas (entre outras coisas) para nos mostrar como é impossível nos tornarmos perfeitamente aceitáveis diante de um Deus santo.

 

Mas os "falsos irmãos" tinham usado essas regras a fim de ensinar exatamente o oposto: que podemos nos tornar puros e mais aceitáveis a Deus mediante a estrita conformidade às regras.

 

O número de vezes que o Novo Testamento fala sobre esse erro mostra como é fácil entender tudo errado. "Tanto ofertas como sacrifícios que se oferecem não podem aperfeiçoar quem presta o culto”.

 

Essas coisas se referiam somente à comida, bebida e às diversas lavagens cerimoniais, ordenanças humanas impostas até o tempo de uma reforma" (Hb 9.9,10; veja também Cl 2.16).

 

Só em Cristo podemos nos tornar "SANTOS, inculpáveis e irrepreensíveis diante dele" (Cl 1.22). Em outras palavras, as leis cerimoniais não foram simplesmente abolidas ou substituídas, e sim cumpridas. Elas são cumpridas em Cristo; é Cristo que nos purifica (veja Mc 7.14-19; Jo 13.2-11).

 

Portanto, a aceitação de Tito pelos crentes judeus serviu como uma ilustração vívida desse princípio, segundo o qual o indivíduo se torna espiritualmente puro e aceitável através de Cristo, e não por meio de quaisquer feitos ou rituais.

 

Precisamos continuar repetindo essa verdade para nós mesmos e uns para os outros, como fez o Novo Testamento. Os gentios puderam tornar-se membros plenos do povo de Deus sem se tornarem judeus em costumes ou cultura. A aceitação de Tito foi uma declaração pública radical das implicações do evangelho.

 

4. O resultado: a liberdade

No versículo 4, Paulo caracteriza os dois lados desse argumento de maneira esclarecedora. Os "falsos irmãos" que haviam se infiltrado nas igrejas gentias queriam, diz ele, "nos escravizar", impedindo-os de desfrutar da "liberdade que temos em Cristo Jesus".

 

Ele está dizendo que o evangelho bíblico dá liberdade, ao passo que a mensagem de seus oponentes era: "faça algo para merecer sua salvação" conduziria as pessoas só à escravidão.

 

Esse é um assunto que ele retomará ao longo da carta (em especial em 4.21-31). Mas, afinal, como o evangelho produz liberdade?

 

(a) O evangelho leva à liberdade cultural.A religião com tendência moralista tende a pressionar seus membros a adotarem regras e regulamentos muito específicos quanto ao que comer, vestir e como se comportar no dia a dia.

 

O legalismo ensina que a salvação depende da obediência a regras. Logo as pessoas querem que as regras essas regras sejam muito especificas, exequíveis e claras. Elas não querem ser regidas por princípios, como amar o próximo, cuidar da honra um dos outros, ou cuidar dos pobres, pois isso é um padrão muito alto!

 

Elas querem simplesmente regras para cumprir, para serem recompensadas publicamente e respeitadas por sua comunidade religiosa. O legalismo é uma pura obediência a regras sem a motivação verdadeira que é o amor.

 

Se os judaizantes que tivessem impostos sua vontade, ensinando a observância dos elementos culturais do judaísmo, qualquer pessoa de outra nação que se tornasse cristão deveria se tornar culturalmente um judeu. Os cristãos teriam de formar pequenos guetos culturais em cada cidade, e isto promoveria uma atitude de intolerância e de preconceitos.

 

(b) O evangelho leva à liberdade emocional. Quem acredita que nosso relacionamento com Deus se baseia no legalismo e na observação de um comportamento moral caminha sobre uma esteira móvel infinita de culpa e insegurança.

 

Isto não quer dizer que Paulo, liberou os crentes gentios dos imperativos morais dos dez mandamentos. Os cristãos não podem mentir, roubar, cometer, adultério, maledicência e assim por diante.

 

Todavia, mesmo não estando livres da lei moral como um modo de vida, os cristãos estão livres dela como um sistema de salvação.

 

Obedecemos, não por medo e insegurança quanto à esperança de merecer nossa salvação, mas na liberdade e segurança de saber que já estamos salvos em Cristo. Obedecemos na liberdade da gratidão.

 

Tanto os falsos mestres quanto Paulo ensinavam aos cristãos para obedecerem aos dez mandamentos, mas por razões e motivações completamente diversas.

 

E, a menos que seu motivo para obedecer a lei de Deus seja a gratidão pela graça do evangelho, você está em escravidão. O evangelho oferece liberdade, tanto em termos culturais quanto emocionais. O "outro evangelho" destrói as duas coisas.

 

II. AS MARCAS DA VERDADEIRA UNIDADE.

 

Em uma época de igrejas divididas e rixas DENOMINACIONAIS, é muito fácil deixar de perceber a repetida ênfase que o Novo Testamento coloca na unidade cristã. Afinal, como é a verdadeira unidade cristã?

 

1. Unidade muito além da diversidade. A unidade cristã aceita qualquer um e todos aqueles que estão "em Cristo Jesus" (v. 4), independentemente de seus antecedentes culturais e étnicos.

 

Os crentes do Brasil tem muito mais em comum com o crente no evangelho que leva uma existência nômade nas planícies da Mongólia do que com o incrédulo que é seu vizinho de rua, que dirige um carro semelhante ao seu e cujos filhos frequentam a mesma escola que os seus.

A unidade cristã não leva em consideração distinções culturais nem depende da similaridade cultural.

 

Portanto, assim como Tito não foi "forçado a se circuncidar" (v. 3), não devemos hoje insistir em acréscimos à fé no evangelho.

 

Não podemos dizer que o que salva é o batismo, o dizimo, o ser membro de uma igreja. Esses ritos por si mesmo não salva a ninguém e nem são meios pelos quais temos certeza de que somos cristãos de verdade.  Embora os salvos desejarão obedecer a ordem bíblica do batismo do dizimo e da membresia.

 

Em outras palavras, muitas igrejas dirão que somos salvos só pela fé, mas que, para termos certeza de que somos cristãos de verdade, só se apresentarmos tal distinção, se guardar o sábado, se vestir de tal jeito; se não cortar o cabelo, se falar em língua...

 

O que estes grupos, na verdade estão fazendo é adicionando regras culturais à Bíblia; e insistem em que ninguém que viole esses padrões pode ser cristão.

 

2. A unidade significa reconhecer que temos chamados diferentes.Os apóstolos reconheciam isso entre si: "viram que o evangelho da incircuncisão me havia sido confiado, assim como a Pedro o evangelho da circuncisão" (v. 7).

 

Embora Pedro e Paulo pregassem "o [mesmo] evangelho", reconheciam que existem modos diferentes de abordá-lo. Há quem tenha dons e habilidades para transmitir o evangelho a determinado grupo de pessoas, e há quem os tenha para transmiti-lo a um grupo diferente.

 

Disso se subentende que podemos adaptar o evangelho a diferentes pessoas, ao mesmo tempo em que lhe conservamos a essência. Essa é uma conclusão importante para a obra missionaria.

 

Se falharmos e não contextualizar a mensagem do evangelho, ou se exagerarmos ao fazê-lo e perdermos sua essência, fracassaremos em convencer e conquistar outros para a alegria e a liberdade do evangelho.

 

Quais são as maneiras mais comuns de fracassarmos na preservação da mensagem hoje? Algumas igrejas e cristãos têm adaptado o evangelho ao mundo moderno retirando os elementos "ofensivos", o pecado, os milagres, ou a pregação de que só se pode chegar a Deus através de Cristo, mas que há outros caminhos.

 

Na Europa num mesmo púlpito pregar um pastor e um Mulçumano. Mas, nesses casos, o próprio evangelho se perdeu, uma vez que ficamos na posição de ter de salvar a nós mesmos sendo bons. Esse é um fracasso de preservação.

 

Por outro lado, é possível ir longe demais na direção oposta e deixar de se adaptar. Muitas igrejas e cristãos se vinculam de tal forma a sua música ou organização ou jargões, que não se dispõem a implementar mudanças para incorporar gostos e suscetibilidades de quem vem de fora.

 

Por irônico que pareça, se você subadaptar ou superadapta, você "perde" o evangelho. Se eleva suas tradições à condição de elementos inegociáveis, cria, basicamente, um sistema de LEGALISMO, ou um ULTRACONSERVADORISMO ou o LIBERALISMO, que são ameaças iminente ao evangelho.

 

Os apóstolos estavam determinados a preservar a mensagem do evangelho e suas consequências para o estilo de vida; mas estavam igualmente preparados para adaptar os meios à mensagem para judeus e para gentios.

 

Os judeus que se convertiam continuavam a vida nos costumes e tradições judaicas e os gentios, estavam livres de qualquer tradição do judaísmo. O que permanece são os princípios divinos que são imutáveis, atemporais, e universais.

 

3. O cuidado com os pobres.

A terceira marca desafiadora, e talvez surpreendentemente é: a unidade cristã significa que deveríamos continuar nos lembrando "dos pobres" (v. 10). Pedro e Paulo podem ter sido chamados para campos missionários diferentes, mas ambos estavam obrigados a pregar e cuidar dos pobres.

 

Os apóstolos de Jerusalém queriam insistir nisso e encontraram em Paulo um trabalhador disposto, ávido por fazê-lo de qualquer maneira (v. 10). Por que lembrar-se dos pobres é tão fundamental para a unidade cristã?

 

Por dois motivos: um genérico e um particular. O motivo particular, no contexto da reunião em Jerusalém, dizia respeito ao fato de as igrejas judaicas serem muito mais pobres do que as igrejas que Paulo estava implantando nas regiões gentias.

 

Portanto, os apóstolos de Jerusalém insistiam em que as igrejas gentias e judias permanecessem firmemente interconectadas, compartilhando recursos umas com as outras, da mesma forma que os recursos eram compartilhados na igreja local (At 4.32).

 

O motivo genérico é que o cuidado com os pobres é um tema constante na Bíblia. Aqui está um resumo (muito condensado!) do ensinamento bíblico sobre o assunto.

 

Jesus prova a JOÃO BATISTA que é o Cristo salientando que cura corpos e prega aos pobres (Mt 11.1-6), como os PROFETAS disseram que faria (Is 11.1-4; 61.1,2). Ele ensina que todo aquele de fato tocado pela graça de um Deus misericordioso será ativo na ajuda aos necessitados (como sugerido por Lc 6.35,36; Mt 5.43-48).

 

Deus julgará se temos ou não a fé justificadora observando nosso trabalho em favor do pobre, do refugiado, do enfermo e do encarcerado (Mt 25.44-46).

 

É claro, Jesus serviu como o exemplo perfeito disso. Em sua ENCARNAÇÃO, ele "passou a viver" com os pobres (Lc 2.24; 2Co 8.9). Viveu, comeu e se juntou com a classe mais baixa da sociedade. Deu a isso o nome de "misericórdia" (Mt 9.13).

 

A Bíblia nos manda imitá-lo (2Co 8.8-15). Os cristãos devem abrir as mãos ao necessitado conforme houver necessidade (jo 3.16,17; veja Dt 15.7,8), e, dentro da igreja, a riqueza deve ser compartilhada com grande generosidade entre ricos e pobres (2Co 8.13-15; veja Lv 25).

 

Fazendo eco aos profetas, os apóstolos ensinam ser inevitável a fé verdadeira mostrar-se através de atos de misericórdia (Tg 2.1-23). O materialismo é ainda um pecado cruel (Tg 5.1-6; 1Tm 6.17-19).

 

Não só todos os crentes têm essas responsabilidades, como também uma classe especial de oficiais — os diáconos — é estabelecida para coordenar o ministério de misericórdia da igreja (At 6.1-7).

 

Isso mostra que o ministério de misericórdia é uma obra ordenada e obrigatória da igreja, assim como o ministério da palavra e a disciplina (Rm 15.23-29).

 

Paulo diz aos presbíteros efésios, em seu discurso de despedida, que lhes ensinara todo o propósito de Deus (At 20.27). É bastante significativo, portanto, que em suas últimas palavras ele os exorte a ajudar os irmãos doentes e necessitados (v. 35).

 

Não só ele considerava a misericórdia para com o pobre uma parte do propósito total de Deus, como também acreditava que ela era crucial, a ponto de fazer dela objeto do último encorajamento que lhes endereçou — como fizeram os apóstolos de Jerusalém com ele, em Gálatas 2.10.

 

Os cristãos devem estar unidos no cuidado com os necessitados, e esse deve ser um dos traços que os caracterizam.

 

4. Os limites da unidade

É fácil fazermos pouco caso da unidade cristã hoje, concentrando-nos naquilo que nos divide dos companheiros crentes no evangelho, em vez de focarmos no Senhor e Salvador que nos uniu. Mas o erro oposto é igualmente perigoso: dar importância demais à unidade em detrimento de ela ser cristã.

 

Lembre-se, essa questão — o motivo da viagem de Paulo a Jerusalém — surgiu "por causa dos falsos irmãos que haviam se intrometido" na igreja (v. 4). A reunião só aconteceu porque Paulo não estava nada disposto a compartilhar a igreja com quem ensinava um evangelho diferente.

 

O relacionamento de cooperação entre os apóstolos era baseado na verdade compartilhada do evangelho. Paulo e seus companheiros todos receberam "a mão direita da comunhão" dos lideres de Jerusalém (v. 9).

 

"Estender a mão direita" era um sinal de amizade, cooperação e aprovação no mundo antigo, assim como hoje. Era mais do que um gesto de cortesia. O gesto teve o efeito de isolar e desacreditar os falsos mestres.

 

Eles não podiam mais dizer que representavam Tiago, Pedro e João (como evidentemente tinham feito; v. 2.12).

 

Ao incluir Paulo, Barnabé e o incircunciso Tito, os apóstolos de Jerusalém excluíam os falsos mestres. Ao estabelecer a unidade do evangelho, também marcavam os limites dessa unidade — e os "falsos irmãos" ficaram de fora.

 

A comunhão com Cristo é base suficiente de comunhão um com o outro. Nunca devemos excluir alguém a quem Deus incluiu em seu povo. Mas, de igual modo, a comunhão com Cristo é a única base para a comunhão um com o outro. As igrejas não devem manter a unidade em detrimento do evangelho.

 

Liberdade e comunhão são dois grandes anseios do coração humano. Nenhum dos dois é satisfeito em definitivo por qualquer visão de mundo ou religião baseada em DOGMAS do tipo "faça por merecer sua salvação".

 

Eles dividem as pessoas em fileiras culturais e as escravizam emocionalmente. E "em Cristo Jesus" que conseguimos desfrutar da liberdade da aceitação por Deus, independentemente do nosso desempenho, e que podemos desfrutar de uma unidade que não dá atenção nenhuma às fronteiras de países ou culturas.

 

Foi essa unidade e essa liberdade que o evangelho de Paulo ofereceu, e foi em defesa delas que Deus o instigou a ir a Jerusalém, dois mil anos atrás. Divisão e escravidão eram coisas a que Paulo não se submeteria (v. 5) — tampouco nós devemos fazê-lo!

 

Conclusão:

Aprendemos como o texto que corremos o risco de trabalhar e correr em vão no evangelho (v.2). No (v.4) ele diz há falsos irmãos no meio da igreja, que querem um outro tipo de evangelho, que só leva a “escravidão”.

 

Paulo diz que em momento algum, ele cedeu aos desejos desses irmãos, que estavam insatisfeitos com o ensino do Apostolo Paulo.

 

Esses irmãos era gente que tinha proeminência na igreja, pois no v.6 ele diz “aqueles que pareciam ser alguma coisa”; eram irmãos que alimentavam uma piedade puramente de aparência, Paulo diz que este tipo de cristianismo é insuficiente e  invalido, “nada me comunicaram” (v6).

 

Aprendemos que não há ter comunhão com aqueles que não têm o evangelho, não há unidade a custa da verdade.  Não podemos superadaptar ou subadaptar o evangelho à cultura que nos cerca.

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álavaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 29/03/2017
Por: Jairo Carvalho



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