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Gálatas: Vivendo conforme o evangelho

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

Referência: Gálatas 2: 11-21

 

INTRODUÇÃO:A visita de Paulo a Jerusalém estabeleceu a grande verdade unificadora de que somos salvos pela fé em Cristo; nada mais, nada além. Agora ele muda o foco; em vez de se colocar ao lado de Pedro em Jerusalém, capital de Israel, coloca-se contra ele em ANTIOQUIA, uma cidade gentia.

 

Nas duas ocasiões, o que importa para Paulo, acima de qualquer coisa, é o evangelho. O evangelho que, neste trecho da carta, ele resume pela primeira vez como "justificação pela fé".

 

I. A REPREENSÃO PUBLICA.

 

1. Modos à mesa

O versículo 11 é surpreendente; temos aqui o encontro de dois apóstolos, os dois líderes mais importantes da igreja; um o pastor da igreja judia, e outro pastor da igreja gentílica.

 

Quando um deles enfrentara firmemente, e o repreende severamente diante de toda a igreja, porque o outro merecia "ser repreendido". O que poderia levar dois apóstolos a tal situação?

 

Paulo explica a situação de maneira simples. Pedro mudara seus hábitos alimentares: "ele estava comendo com os gentios; mas [...] foi se afastando e se separando deles" (v. 12).

 

Antes de mais nada, para o cristão do primeiro século, muito mais surpreendente do que Pedro parar de comer com os gentios seria o fato de ter começado a comer com eles.

 

O Antigo Testamento instituiu as "leis da purificação" — uma complicada série de regulamentos a serem seguidos pelos adoradores a fim de estarem "cerimonialmente limpos" e aceitáveis para se apresentarem a Deus na adoração.

 

As pessoas não podiam se aproximar de Deus se tivessem ingerido determinados alimentos "impuros", tocado coisas mortas, contraído uma enfermidade ou tocado em alguém enfermo, e assim por diante (veja Lv 11; 15; 20).

 

Essa lei "cerimonial" era um método de ensino pelo qual o Deus santo mostrava que pessoas pecadoras não podem entrar em sua presença sem se purificarem.Apesar de Jesus explicar que, com sua chegada, o tempo dessas leis havia passado (Mc 7.14-23), foi preciso Deus enviar a Pedro uma visão para lhe mostrar por que a lei cerimonial terminara.

 

Pedro viu um grande lençol cheio de animais que o Antigo Testamento proibia comer e ouviu uma voz dizendo: "Pedro, mata e come. [...] Não chames de profano ao que Deus purificou" (At 11.7,9).

 

Imediatamente, ele se encontra com um gentio arrependido, Cornélio, que recebe Cristo e nasce de novo. O apóstolo Pedro constata: "Deus não trata as pessoas com base em preferências. Mas, em qualquer nação, aquele que o teme e pratica o que é justo lhe é aceitável" (At 10.34,35).

 

A partir de então, ele come com gentios, apesar das críticas (11.2). Mesmo tempos depois, Pedro argumenta que os gentios tiveram purificado "o coração pela fé" (15.7-9). Ele passou a comer com os gentios porque Deus lhe mostrara que ninguém é "impuro" em Cristo.

 

Assim, quando Pedro se afastou dos gentios, tornou-se culpado de "hipocrisia" (Gl 2.13) e dissimulação. Pedro não mudara suas convicções — sabia que as leis dos alimentos e das vestes eram apenas costumes judeus, e não guardava todos eles (v. 14).

 

Mas, em se tratando de gentios, ele simplesmente parara de agir de acordo com essas convicções. E sua hipocrisia era infecciosa, "a ponto de até Barnabé [um companheiro fiel e chegado de Paulo e do gentio incircunciso Tito!] se deixar levar pela hipocrisia e dissimulação deles" (v. 13).

 

O que causou essa hipocrisia? O medo (v. 12). É provável que Pedro temesse a crítica daqueles que "eram da circuncisão" — que é uma expressão que Paulo usa para descrever os mestres da "salvação por meio de Cristo e mais alguma coisa".

 

Contudo, somando-se a isso, o orgulho racial deve ter entrado na equação. Fora incrustada em Pedro e em todos os judeus, desde a juventude, a noção de que os gentios eram "impuros".

 

Embora escondida atrás da fachada da observância religiosa, é provável que Pedro e outros cristãos judeus ainda sentissem desprezo pelos cristãos de origem gentílica uma racial "inferior".Pedro estava permitindo que diferenças culturais ganhassem maior importância do que a unidade do evangelho.

 

2. Andar na linha.

Paulo não considera o comportamento do colega apóstolo essencialmente rude, ou descortês, ou hostil, como o veríamos, pois Pedro age, educadamente, diplomaticamente e sorrateiramente, ao ponto de ninguém mais perceber sua hipocrisia, nem mesmo o grande mestre da igreja; Barnabé.

 

Mas o apostolo Paulo, percebe que há alguma coisa mais profunda acontecendo, ele vê a verdade por traz das aparências, ele faz a leitura correta da motivação do coração de Pedro; e discerni claramente que ele não agia "corretamente, conforme a verdade do evangelho" (v. 14).

 

O sentido literal do que Paulo diz é que ele não estava "orto-andando com o evangelho". (O prefixo orto quer dizer ser correto; assim, vamos ao ortodontista para endireitar os dentes.) Isso significa, primeiro, que o evangelho é uma verdade — ele é uma mensagem, não um conjunto de alegações.

 

Inclui o fato de que somos fracos e pecadores, de que buscamos controlar nossa vida sendo nossos próprios salvadores e senhores, de que a lei de Deus foi cumprida por Cristo em nosso favor, de que agora somos plenamente aceitos, embora continuemos na condição de pecadores e imperfeitos.

 

3. Pressupostos de oposição.

Existe algo de extrema importância em jogo aqui: que a verdade do evangelho tem um vasto número de implicações para toda a vida. E nossa função é colocar tudo que faz parte da nossa vida "em conformidade" com a direção, com o sentido para o qual o evangelho nos impulsiona.

 

Devemos pensar bem em suas implicações para cada área da nossa vida e buscar colocar nosso pensamento, sentimento e comportamento "em conformidade" com elas. E nisto os cristãos da pós-modernidade tem sido negligentes, pois são influenciados pela cosmovisão do mundanismo.

 

A "verdade" do evangelho está em franca oposição a todos os pressupostos do mundo. Todavia, vivemos no mundo, e se temos adotamos vários de seus pressupostos, devemos abrir mãos deles e isto é um grande desafio.

 

Por isso a vida cristã é um contínuo e doloroso processo de realinhamento, de colocar tudo em conformidade com a verdade do evangelho. Já que quase tudo está desalinhado.

 

 

4. O erro de Pedro (e o nosso?)

Em poucas palavras, o pecado de Pedro foi o da soberba nacionalista; valorização da cultura religiosa judaica. Ele insistiu na falsa ideologia de que os cristãos não podem agradar a Deus de verdade a menos que se tornem judeus. O a soberba nacionalista é só uma forma de legalismo.

 

O legalismo busca algo além de Jesus Cristo a fim de se apresentar aceitável e puro diante de Deus. Ele resulta sempre em orgulho e medo, no campo da psicologia, e em exclusão e conflito, no campo social.

 

Hoje em dia, há muitos exemplos de comportamentos sociais exclusivistas semelhantes, baseados no fracasso em compreender e praticar a justificação pela fé. Aqui estão apenas alguns.

 

(a) O sectarismo soberbo.Toda denominação ou grupo cristão que conta obrigatoriamente com várias distinções de fé e prática, as quais têm menos a ver com as convicções fundamentais do evangelho e mais com crenças específicas acerca de comportamento ético ou política eclesiástica.

 

É muito fácil acentuar nossas diferenças para mostrar a nós mesmos e aos outros que nossa igreja é superior ou a melhor. Outro exemplo é quando se levam atitudes classistas (classes), nacionalistas ou racistas do mundo para dentro da igreja.

 

Todos conhecemos cristãos que se enquadram em classes, grupos ou tipos de personalidade que eram objeto do nosso desdém na vida que levávamos antes, fora da igreja.

 

Cristãos da classe operária podem ter aversão aos provenientes de um ambiente mais "refinado", e o contrario também é fato.

 

Cristãos de determina posição política podem se aborrecer com a presença daqueles do outro extremo do espectro. Cristãos muito talentosos podem se sentir infelizes quando pessoas que consideram medíocres são tratadas como iguais em sua igreja.

 

Cristãos socialmente polidos sentem-se pouco à vontade perto de crentes com menos traquejo social ou socialmente marginalizados, e o contrário também é verdadeiro.

 

(b) A dissimulação culta.

Podemos nos sentir desconfortáveis em torno de pessoas cuja ênfase cultural é diferente da nossa. E podemos reagir a tudo isso como Pedro fez, de modo aparentemente educado, mas dissimulado e elegante.

Por educação, sentamo-nos junto "dessas outras pessoas" na igreja, mas não "comemos" com elas; mas nunca não nos tornaremos seus amigos de verdade.

 

Não manteremos contato social com elas, e nem tampouco compartilharemos nossa vida, casa e outras coisas. Nosso relacionamento será meramente formal e as veremos apenas em reuniões oficiais da igreja e nunca em nossa casa.

 

c) A hipocrisia ideológica.

Somos arrastados facilmente pela hipocrisia ideológica, como foi Barnabé. Somos aparentemente os melhores amigos de pessoas que comungam com nossa ideologia, não importam quão equivocada elas estejam.

 

Veja o erro de Barnabé. Ele era amigo intimo de Paulo, mas se afastou dele, para se aproximar de Pedro e dos judeus, porque foi levado pela dissimulação. Tiago era uma das pessoas mais sabia e importante da igreja, por ser o meio irmão de Jesus.

 

Barnabé se impressionou com o status espiritual dos amigos de Tiago, e acabou sendo seduzido pela hipocrisia ideológica.

 

d) confusão moral e cultural.

Tudo isso advém de não viver em conformidade com o evangelho. Sem o evangelho, nosso coração tem de manufaturar a autoestima, autoaceitação e autoafirmação; por isso vivemos nos movendo sobre a areia movediça da auto complacência; e comparando nossa vida com a dos outros ou do nosso grupo com outros grupos.

 

Enquanto o evangelho nos diz que somos todos impuros e imperfeitos sem Cristo e todos puros nele, independente do desempenho espiritual da pessoa ou do grupo.

 

Por fim, a maneira mais sutil de decair para o pecado de Pedro é levar nossas preferências pessoais muito a sério e dotar de importância moral o que é apenas cultural.

 

Por exemplo, é muito difícil comum para cristãos de igrejas com expressividade emocional e música moderna, se sentirem superiores a igrejas com discrição emocional e música clássica, e vice-versa.

 

Por isso não conseguimos enxergar que apenas somos diferentes; acreditamos que nosso estilo e costumes são melhores espiritualmente. Isso conduz a todo tipo de divisão no corpo de Cristo.

 

 

5. Qual foi a resposta de Paulo?  (e qual a nossa?)

Paulo enxerga o princípio motivacional por trás da mudança de prática alimentar de Pedro. E, ao lhe falar a esse respeito, aponta para o princípio, em vez de simplesmente se limitar a querer alterar seu comportamento.

 

O raciocínio básico de Paulo é: Deus não estabeleceu comunhão com você com base em sua etnia e cultura (v. 15). Por melhor e mais devoto que você fosse, sua etnia e seus costumes não tiveram nada a ver com isso (v. 16). Então, você acha que pode ter comunhão com base em etnia e cultura (v. 14)?

 

Paulo não afirma apenas que fazer acepção de pessoas é pecado, o que é verdade. Ele usa o evangelho para mostrar as raízes espirituais do erro que Pedro comete. Diz que as raízes da acepção de pessoas são uma resistência ao evangelho da salvação.

 

Em outras palavras, a hipocrisia, a dissimulação e a acepção de pessoas é a continuidade da justificação pelas obras em parte da nossa vida; ela nasce do desejo de encontrarmos um modo de sentir que somos “congruentes”, "melhores" ou "justos" de alguma forma.

 

Isto equivale a se esquecer completamente de que somos salvos pela graça;  assim não alinhamos nossos relacionamentos com outras pessoas ou outras cristãos em conformidade com a salvação pela graça.

 

Se você faz parte de uma maioria racial, ou eclesiástica, o orgulho cultural de seu grupo, denominação, ou raça, é bastante fácil de detectar, pois as pessoas espressam isso facilmente.

 

Mas se faz parte de uma minoria racial ou uma denominação, muitas vezes desprezada, discernir a "justificação pelo orgulho racial" torna-se um pouco mais complexo.

 

Mas ele vem à tona quando você começa a pensar: Sou mais nobre do que você, da raça dominante, somos mais crentes que aquela igreja, amamos mais a Deus, porque fazemos a leitura Devocional todos os dias.

 

Ou expressamos, tenho sido perseguido, Tenho sofrido demais; ou somos tomados da síndrome do (messias introspectivo) onde nos tornamos ilusoriamente defensores dos mais fracos, como se alguém estivesse sendo oprimido, e você se sente na obrigação de resgata-los da opressão. 

 

Disso nasce o sentimento de síndrome de vitima, onde a pessoa nunca assume seus erros, e por isso tem uma interpretação ilusória da realidade e dos fatos, isto são mecanismos pecaminosos de fuga.

 

O comportamento repreensível de Pedro baseava-se no medo (v. 12 — ele estava com medo).  Não era a atitude de Pedro que estava "desalinhado" com o evangelho; sua covardia também.

 

Pedro não precisava do temor de homens, pois é justificado aos olhos de Deus (v. 15,16).  Logo então, por que ele precisa ser justificado aos olhos de qualquer outra pessoa?

 

Mas, ao lembrá-lo de que ele já estava justificado, Paulo diz: Pedro, você não precisa da aprovação desses homens. Você já tem a de Cristo. Você não precisa mostrar boa performance espiritual para ninguém. Você não precisa agradar a ninguém. Você não precisa se preocupar com sua reputação e posição.

 

Quando não nos lembramos sempre de tratar uns aos outros dessa maneira embasada no evangelho. Os cristãos tendem a tentar se persuadir pela culpa e o medo.

 

A abordagem de Paulo faz toda a diferença. Ele não se intimidou a dizer: Vocês estão infringindo as regras; Vocês se esqueceram do evangelho, esqueceram de como foram graciosamente recebido em Cristo.

 

 

II. A QUESTÃO BASILAR.

O que levou o apóstolo Paulo a repreender dura e publicamente o principal líder da igreja cristã do primeiro século. O que estava em jogo? 

 

1. Justificação pela fé

O ponto alto do discurso de Paulo a Pedro "na frente de todos" (v. 14) surge no versículo 16: "Nós também temos crido em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei, pois ninguém será justificado pelas obras da lei".

 

"Justificados pela fé" é conceito fundamental para a fé cristã. É como Paulo resume, em poucas palavras, o evangelho. No entanto, costumamos presumir que nós (e o mundo inteiro) compreendemos o que isso significa e o impacto que terá em nossa vida.

 

Mesmo ao condenar a presunção de que todos o entendemos, sempre nos esquecemos de deixar claro o que não devemos presumir! Mas, como vemos aqui, se até um apóstolo como Pedro precisou aprender mais sobre o que significa ser justificado pela fé, é provável que conosco aconteça a mesma coisa!

 

Portanto, primeiro temos de relacionar o conceito de justificação pela fé com a controvérsia entre Paulo e Pedro. Em essência, a discussão foi acerca da pureza. Os judeus não comiam com gentios porque eles eram "impuros", e você tinha de ser "puro" para adorar a Deus.

 

Quando Pedro passou a evitar comer com os gentios, Paulo lembrou-o do que ele aprendera através de revelação (At 11.8-10; 15.8,9), de que somos "puros" em Cristo.

 

No Antigo Testamento, você precisava ser "puro" — guardando as leis cerimoniais — para entrar em adoração, para ser aceitável diante dos outros e na presença de Deus. Embora o termo "puro" não apareça nos versículos 11-13, era ao que se referia a palavra "circuncisão" (v. 12), o ato de comer e todas as regras e regulamentos.

 

Nesse contexto, Paulo introduz o conceito da "justificação" (v. 15,16). Assim, "justificação" é basicamente a mesma coisa que ser "puro". Ser justificado é ser aceitável para a comunhão com Deus.

 

Por que Paulo troca as palavras? O termo "justificação" tem conotação legal, portanto oferece uma perspectiva diferente da nossa salvação em Cristo. O oposto de "puro" é "contaminado"; mas "purificação" não basta para traduzir o que Cristo faz por nós.

 

Isolada, a purificação sugere que Deus nos aceita porque Cristo nos "purifica", livrando-se de nossos pensamentos e hábitos pecaminosos, de modo que nos tornamos aceitáveis a Deus por nos tornarmos justos de fato em nossas atitudes e ações.

 

Mas o oposto de "justificado" é "condenado". Justificação quer dizer que, em Cristo, apesar de na verdade sermos pecadores, não estamos debaixo de condenação. Deus nos aceita apesar do nosso pecado e nos salva dos nossos pecados. Não somos aceitáveis a ele porque nos tornamos justos de fato: tornamo-nos justos de fato porque somos aceitáveis a Deus.

 

J. I. Packer nos ajuda, resumindo o que Paulo quer dizer:

 

"Justificar", na Bíblia, significa [...] declarar [...], acerca de um homem levado a julgamento, que ele não está sujeito a nenhuma penalidade, mas tem direito a todos os privilégios devidos a quem guarda a lei. Justificar é o ato do juiz que pronuncia sentença oposta à condenação — de indulto e imunidade legal.

2. Não pela observância da lei

Se somos justificados pela fé no que Cristo fez, não somos justificados pelo que fazemos. A observância da lei não é o que salva (v. 16).

 

Foi ao que Paulo se referiu quando disse: "Pela lei, eu morri para a lei" (v. 19). Ele não pode estar dizendo que deixamos de obedecer à lei de Deus por completo. Considere todo o restante dos seus escritos.

 

Ele diz aos cristãos que devemos obedecer à lei. Por exemplo, aos coríntios ele diz que a imoralidade sexual é errada, com base no que Gênesis afirma sobre o casamento (1Co 6.15,16).

 

Isso significa que Paulo morreu para a lei como meio de salvação.Morreu para a condenação da lei. Se não somos justificados pela lei, mas por Cristo (G1 2.16), então a lei não pode nos condenar.

 

Se me sinto condenado e temo que Deus não mais ouvirá minhas orações ou não mais se importará comigo, esqueci que estou morto para a lei. Esqueci que ela não pode me fazer mal. Isto é sentimento de culpa (culpa subjetiva e irreal).

 

Como Paulo morreu para a busca da salvação pela observância da lei "por meio da lei"? Porque, ao tentar obedecê-la, constatou que não podia fazê-lo.

 

Ele está dizendo: Eu não saberia o que era o pecado, exceto por intermédio da lei. E não descobriria o quanto sou incapaz de guardar a lei, exceto por meio da lei. Por realmente dar ouvidos à lei, Paulo viu que necessitava de um Salvador.

 

3. Vivendo para Deus (v.17,18).

Parafraseando o texto; Paulo está dizendo: Se alguém que sabe ser justificado pela fé comete pecado, é porque a justificação pela fé em Cristo promove o pecado? Absolutamente, não!

 

Mas, se alguém que professa fé em Cristo mantém o mesmo estilo de vida pecaminoso, restaurando sua condição de pecador; cuja penalidade Cristo morreu para destruir, não se esforçando nada para mudar, isso prova que essa pessoa nunca entendeu de fato o evangelho.

 

Ela estava só procurando uma desculpa para viver em desobediência a Deus.Ele está barateando a graça de Deus, quando diz que ser salvo, mas vive na pratica do pecado.

 

 

 

Paulo usa uma linguagem como se estivesse pensando em pessoas diferentes nesses dois versículos: no pecador justificado e arrependido no primeiro, e no rebelde não justificado e não arrependido no segundo.

 

O versículo 19 é um breve comentário do apóstolo sobre como alguém verdadeiramente justificado enxerga a vida. Porque morreu para a lei, Paulo agora pode "viver para Deus".

 

A dedução aqui é que, antes de se render à fé, quando ainda tentava se salvar pela observância da lei, Paulo nunca viveu de verdade para Deus. Fora muito correto e bom — mas tudo por si próprio, nunca para Deus.

 

Quando obedecemos a Deus sem saber como fomos aceitos, obedecemos, mas em busca de uma recompensa. Obedecemos pelo que podemos conseguir de Deus, não por amor puro pelo próprio Deus.

 

Agora, justificado e aceito, temos uma nova motivação para a obediência, que é muito mais sadia e poderosa. Agora só quero viver para aquele "que me amou e se entregou por mim" (v. 20).

 

Paulo quer nos fazer entender que nossa aceitação nos dá um motivo novo e mais forte para obedecer a Deus; um motivo mais forte do que a justificação pelas obras jamais conseguiria produzir.

 

Eis então uma paráfrase do versículo 19: A própria lei me mostrou que eu jamais conseguiria me tornar aceitável por meio dela. Portanto, deixei de "viver para ela". Morri para ela como meu salvador. Embora obedecesse a Deus antes, era só para obter coisas dele; era para mim mesmo. Hoje obedeço apenas para agradá-lo. Agora vivo para ele.

 

Isso nos ajuda a encontrar o sentido e entender as implicações transformadoras de vida do versículo 20. Paulo diz "não sou mais eu quem vivo", “mas Cristo vive em mim”; e a “vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”.

 

 

.

 

 

Então podermos parafrasear Paulo no versículo 21, a fim de dizer: Agora, ao viver minha vida, ao fazer minhas escolhas, meus estudos, e meu trabalho, lembro o tempo todo de quem sou pela fé em Cristo, que tanto me amou!

 

A dinâmica interna para viver a vida cristã está bem aqui! Só quando me vejo como alguém completamente amado e santo em Cristo tenho o poder de me arrepender com alegria, vencer meus temores e obedecer àquele que fez tudo isso por mim.

 

4. Tudo ou nada?

Vale a pena lembrar que Paulo ainda está se dirigindo a Pedro aqui! Ele, então, conclui, relembrando Pedro de que vida cristã tem a ver com viver em conformidade com o evangelho o tempo todo, ao longo de toda a vida.

 

Devemos avançar como cristãos depois de ter iniciado como cristãos. Afinal de contas, se em um instante qualquer, ou de alguma maneira, "a justiça vem por meio da lei, então Cristo morreu inutilmente"! (v. 21).

 

Cristo fará ou tudo ou nada por você. Não há como combinar mérito e graça. Se a justificação for de algum modo pela lei, a morte de Cristo não faz sentido nem na história, nem para você pessoalmente.

 

Se pudéssemos nos salvar, a morte de Cristo não faria sentido e não significaria nada. Se constatamos que não temos como nos salvar, a morte de Cristo significa tudo para nós. E passaremos a vida que ele nos deu servindo-o alegremente, adequando nossa vida inteira, em conformidade com o evangelho.

 

CONCLUSÃO:Quero considerar algumas questões finais com os irmãos.

 

As pessoas e seus status são menos importantes, seja quem for, quando a verdade do evangelho está em jogo. A repreensão publica e rude que Paulo, dá em Pedro, era por causa da verdade do evangelho. Isto custou a Paulo, a depreciação de alguns irmãos.

 

Pelos acontecimentos do livro de atos no capitulo 21: 20-26, onde Tiago diz a Paulo, na ultima viagem que fez a Jerusalém, Que ele deveria praticar ainda alguns rituais de purificação como judeu, raspar a cabeça e fazer votos, fica claro, que muitos irmãos não concordaram com a atitude de Paulo e nem o que ele ensinou.  Mesmo que o concilio de Jerusalém já tivesse resolvido a questão. Eles continuaram se opondo a Paulo.

 

Quando nós nos posicionarmos firmes sobre a verdade do evangelho, nós vamos perder a apreciação de muitos, até mesmo de amigos, como foi o caso de Barnabé, não sabemos mais o que houve com ele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 10/04/2017
Por: Jairo Carvalho



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